JOSÉ DO EGITO E A FASE MAIS MADURA DA RECORD.

José do Egito

Estreou ontem na tela da Record, “José do Egito” a mais nova minissérie bíblica produzia pela emissora e a mais audaciosa produção em dramaturgia até o momento. Com um custo divulgado na casa dos 23 milhões de reais (cada capítulo custando 850 mil reais), José do Egito surpreendeu. Apresentou uma produção mais madura. Locações, cenários e fotografias impecáveis. Se comparado à “História de Ester” (2010), primeira trama da emissora no gênero e “Rei Davi” exibida no ano passado, o salto de qualidade é impressionante.

José-do-EgitoCom direção de Alexandre Avancini a trama usou e abusou dos movimentos de câmera, acerta nos filtros e na iluminação, conduz com maestria a grua e o travelling e por isso prende o espectador.

Contrastando com a qualidade técnica, o texto e a atuação dos atores parecem não afinal com o restante da produção. A autora Vivian de Oliveira optou por uma linguagem mais coloquial, o que é um ponto positivo, porém os diálogo estão muito explicativos, didáticos, caindo na redundância e o que de certa comprometeu a performance dos atores. Ficou o meio termo entre o teatral e o natural, o que possa vir a evoluir ao longo dos capítulos.

Outra decisão acertada da Record foi à exibição – pelo menos a princípio – de capítulos somente às quartas-feiras, dia em que “Salve Jorge”, novela das 21h da Rede Globo, é mais curta em razão das transmissões de futebol. Uma estratégia diferente da adotada anteriormente que prejudicou as produções e a grade de programação da casa. Quem não se lembra das constantes mudanças de horário, duração e do número de reprises que atingiram Rei Davi e outras atrações da emissora. Comprometendo a audiência e o comercial da emissora.

José do EgitoO capitulo de estreia alcançou a segunda colocação na audiência, marcando 13 pontos de média na grande São Paulo, ficando atrás somente da TV Globo que obteve 19 pontos com a transmissão de futebol.  José do Egito, embora seja baseada na Bíblia passou longe de um texto evangelizador, o que poderá atrair e muito à atenção do mais diversificado tipo de espectador.

Fernando Dibb

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