O FIM DA VENDA DE HORÁRIOS E A CONTRAPARTIDA PARA A TV DIGITAL.

Neste domingo foi divulgada a notícia de que o Governo Federal prepara um pacote de medidas com objetivo de fechar as brechas na legislação de radiodifusão que permite aos proprietários de rádio e televisão a venda de horários e arrendamento das concessões a terceiros, fato que vem se tornando uma constante tanto em grandes grupos de comunicação como nos proprietários locais/regionais de rádio e tv por todo o país.

Programa de televendas da Polishop também na TV por assinatura.

Na prática a venda de horário ou arrendamento da emissora é uma vantagem para o proprietário do canal de rádio ou televisão, pois obtém retorno financeiro através da sublocação de um serviço (radiodifusão) concedida à ele pela União, dona do espectro magnético, sem a necessidade de gastos e investimento em recursos humanos, criação, produção ou compra de programas, além da não preocupação, pelo menos naquele momento, com retorno de audiência.

O espectador sai perdendo pois acaba encontrando um programa de baixa produção, geralmente com pouco ou nenhum valor agregado e que não estimula a oferta de produtos, não valoriza os profissionais de comunicação e não gera concorrência entre as emissoras. A produção independente, nome dado indevidamente a este tipo de produção, nada mais é do que a apresentação de programas de televendas ou de pregação eletrônica, a igreja na TV.

Missionário RR Soares é um dos principais locatários de horários nas emissoras de TV aberta.

A tentativa do Governo que ainda passará por consulta pública, tem como objetivo acabar com o mercado paralelo nas concessões de rádio e televisão. Um mercado altamente rentável e que cada vez mais gera interesse, tanto por igrejas como por grupos de comunicação. A medida também permitirá novos debates acerca da TV Digital, principalmente no caso da multiprogramação permitida pelo sistema brasileiro, porém engavetada desde 2009, quando foi proibida a exploração do recurso pelas emissoras comerciais.

Caso o decreto seja sancionado, obrigará as emissoras a comprar os programas produzidos por terceiros, ao invés de receber pelo aluguel. Como contrapartida ao fim da receita da “venda de horários”, o decreto permitirá às emissoras a prestação de serviço de dados, hoje restrito às empresas de telecomunicações, um sinal do Governo Federal no interesse na expansão da TV digital e do sistema de interatividade que permite o acesso de internet através da TV.

Fernando Dibb

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Uma resposta para O FIM DA VENDA DE HORÁRIOS E A CONTRAPARTIDA PARA A TV DIGITAL.

  1. Paulo disse:

    Continuo vendo nesse governo,só decretos e leis que obrigam algo ou proíbem algo.Um dia a conta virá.Aguardemos.

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